Teorema da vida

A Tese

Assim como a realidade física que nos cerca, nós, seres humanos, somos constituídos apenas de números e relações entre eles, caracterizando mera estrutura matemática.

A Prova

A natureza é regida por leis que a ciência tem desvendado, uma a uma, com uma precisão que surpreende até os cientistas mais rigorosos. Na imensa maioria dos casos, a ferramenta fundamental utilizada nessa tarefa é a Matemática. As teorias mais modernas, da relatividade e da mecânica quântica, que explicam o funcionamento da natureza nos níveis macroscópico e microscópico, respectivamente, são exemplos marcantes da aplicação da matemática para o entendimento de como o nosso mundo funciona. Esse casamento perfeito entre matemática e natureza levou os cientistas a acreditar que as leis da natureza obedecem a regras matemáticas, i. e., a natureza não é simplesmente descrita aproximadamente por uma teoria matemática; mais do que isso, ela é matemática em sua essência. Tudo nela pode ser resumido a números e suas relações. E os seres humanos, também se encaixam nesta conclusão? Sim, porque somos parte da natureza e a prova disto está no experimento relatado a seguir.

Uma amostra retirada do corpo humano foi submetida a uma análise minuciosa com o auxílio dos equipamentos mais modernos. Foi possível, aos cientistas que fizeram os testes, investigar as características mais fundamentais da substância tomada como amostra. O que se viu através dos equipamentos foram partículas minúsculas – átomos e moléculas – que não se diferenciam dos átomos e moléculas que constituem o resto do universo. Mais ainda, foi possível observar que esses átomos e moléculas são constituídos de partículas mais fundamentais – prótons, neutros e elétrons -, também presentes no resto do universo. O escrutínio não parou por aí. As partículas fundamentais revelaram-se mais etéreas e menos individualizadas quando se observou que podiam ser reduzidas a apenas alguns números que as caracterizavam completamente: spin, carga elétrica, massa. Elas não tinham qualquer propriedade específica, como cor, cheiro, sabor; eram somente números. De fato, tudo naquela amostra de um ser humano podia ser reduzido a um conjunto de números, o que já seria surpreendente. Mas ainda mais surpreendente foi o fato constatado de que esses “números” não podiam ser localizados em um lugar específico; eles podiam estar em diferentes lugares ao mesmo tempo, de acordo com certas probabilidades ditadas por uma matemática intrínseca à natureza de cada um deles. Números e probabilidades – que também são números -, eis tudo o que restou daquela amostra de um ser humano.

Como se não bastasse essa constatação irrefutável, vem, agora, a parte mais surpreendente desse procedimento tomado como prova de que somos puros símbolos matemáticos: a amostra tomada para estudo não foi uma amostra do tecido cerebral, nem uma amostra de sangue, mas de algo que, melhor do que qualquer outra coisa, caracteriza a natureza humana: uma lágrima.

C.Q.D.

 

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3 comentários sobre “Teorema da vida

  1. Bom dia Caco…manhã fria, ótima para leitura…
    Adorei seu texto, algo mais para refletir….
    As minhas curiosidades, são bem mais simples, voltamos da Thailandia domingo e conhecemos um país muito diferente do nosso, país pobre, mas um povo muito educado e muito honesto, correto em tudo….será a religião …! budista? as leis mais rigorosas?? país lindo, exótico e diferente ….para os padrões ocidentais…
    Mudei meu e-mail, para tatai.alice@yahoo.com.br este vou desativar…

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