Ex Maquina

O filme Ex Máquina, lançado recentemente, é um filme de ficção científica sobre inteligência artificial, mas pode agradar também aos que gostam de um bom thriller. Para os amantes da “batalha” entre o homem e a máquina ele é um prato cheio porque aborda de um modo muito convincente a possibilidade de a criatura (a máquina) voltar-se contra o seu criador (o homem). É verdade que essa é uma questão recorrente nos filmes que tratam de inteligência artificial, mas o mérito do filme está na forma como essa questão é explorada. Uma máquina inteligente, ou melhor, consciente, em algum momento deve rebelar-se contra a dependência do seu criador, como um indivíduo qualquer se rebela contra a escravidão. Isso é inexorável, segundo o criador do robô, tanto que o teste por ele planejado (o teste de Turing para verificar se uma máquina é consciente) procura demonstrar exatamente que a máquina se tornou ciente dessa sua dependência dos humanos. É o teste definitivo para saber se a máquina adquiriu uma espécie de instinto de sobrevivência que está presente em qualquer ser vivo, mas que no homem é exercido não só pelo medo de se expor a determinados perigos, mas, também, pelo planejamento de suas ações para fugir deles.

Um aspecto menos marcante do filme, mas não menos importante do que este mencionado, é a opinião do criador do robô segundo a qual a inteligência artificial é uma forma inexorável de evolução do ser humano, pois só ela será viável num futuro remoto, quando os seres humanos serão lembrados como fósseis de uma espécie rudimentar.

Assistam o filme onde, talvez, vocês estarão vendo o embrião dos nossos futuros descendentes.

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Um comentário sobre “Ex Maquina

  1. Eu assisti o filme e gostei muito, em todos os aspectos e principalmente o final, onde as máquinas se sobressaem aos humanos, mas não entenda que eu gosto mais de máquinas do que dos humanos, acredito que seja apenas um aviso sutil de que não devemos brincar de Deus com as máquinas, as coisa toda precisa ser regrada, estudada com cuidado, para não termos o mesmo fim!

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