Vivendo o pôquer

Sempre associo o jogo de pôquer com as situações da vida. Quando estou jogando, penso no que eu faria na vida real, numa situação análoga, para usar como estratégia no jogo, e vice-versa. Agora resolvi associar as mãos do pôquer com as fases da vida. Não sei ainda que serventia isso pode ter, mas não me importo.

Para quem não sabe, a sucessão das mãos do pôquer, da menos valiosa para a mais valiosa, é:

– carta alta

– um par

– dois pares

– trinca

– sequência

– cor (flush)

– trinca e par (full hand ou full house)

– quadra

– sequência de mesmo naipe (straight flush)

– sequência real (royal straight flush)

A vida segue esta mesma sucessão de jogos, do seguinte modo:

  • Carta alta

Representa o jovem, que não tem nada mas quer atenção para si. Quer ser o mais forte, mais inteligente, mais bonito, mais esperto, mais interessante. Enfim, quer toda atenção voltada para si. Quer ser a carta mais alta do baralho, um ás.

  • Um par

É o encontro com o amor da sua vida. É o início da vida a dois.

  • Dois pares

Representa o casal e os filhos. (Dois é o número mais próximo do número médio de filhos por mulher (1,77), segundo o IBGE.)

  • Trinca

Um intrometido no meio do casal? É a fase do(a) amante, real ou imaginário(a).

  • Sequência

As coisas entram no eixo para o casal, como uma perfeita e harmônica sequência de cartas. As fantasias ficam para trás; importam mais a segurança e a estabilidade.

  • Cor (flush)

Todas as cartas da mesma cor (ou naipe), todas do mesmo “sangue”. Nascem os netos que são a garantia da consolidação dos genes da família.

  • Trinca e par (full hand ou full house)

De novo um intrometido na vida do casal? E ainda mais com um par de filhos ilegítimos? Nada disso. Baseio-me no nome, em inglês, dessa mão: full house (casa cheia): é a casa cheia de novo nos finais de semana, com filhos e netos comendo a macarronada da mama. Nessa hora estamos nos preparando para substituir os nossos pais.

  • Quadra

Dois casais: nós e nossos pais (os bisavós). É hora de tomar conta deles e receber as últimas lições para substituí-los.

  • Sequência do mesmo naipe

É o clímax da vida, o sentimento de missão cumprida. Tudo está em harmonia como numa sequência de cartas de mesma cor. Ninguém sabe como foi difícil consegui-la. Ela só saiu no river final. Vencemos a mão!

  • Sequência real

Só deveria valer para a realeza, mas, talvez valha para qualquer família, que, com toda a razão, se sinta real.

Se você não tiver uma vida como a descrita aqui, não se decepcione e nem pense que você foi um injustiçado. Afinal, no pôquer nem sempre se ganha. O importante é jogar com coragem.

PS: Se o que foi dito não servir como inspiração para viver, que, pelo menos, sirva para os iniciantes no pôquer como forma de memorizar a sequência de mãos.

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3 comentários sobre “Vivendo o pôquer

  1. Essa é boa, a vida é um jogo todos os dias, arrisca-se ou corre, como numa mão de pôquer, vai quem quer, faça ou não faça acontecer.
    Um grande abraço

    Horacio

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