A propósito do documentário Unity

O texto que pode ser lido aqui fala do documentário Unity que começou a ser exibido no dia 12 de agosto nos EUA (não sei se já está passando no Brasil). O documentário trata das dificuldades do homem para lidar com os outros seres vivos (animais e plantas) e manter a unidade da vida no planeta.

É um assunto atual num mundo onde a superlotação, o consumismo desenfreado e o descuido com o meio-ambiente são vistos como ameaças reais para a estabilidade do planeta. Essas podem não ser as maiores ameaças ao planeta se levadas em conta as catástrofes naturais, mas são aquelas sobre as quais temos controle e, portanto, obrigação de evitar.

Vou aqui tomar uma direção diferente para tratar dessa responsabilidade humana. Não quero isentar o homem de culpa, mas quero salientar que a sua missão é, no mínimo, ingrata num mundo paradoxal. O obstáculo maior do homem nessa sua missão é o fato de a natureza não gostar de estabilidade. A história do universo mostra como a natureza é dinâmica e esse seu dinamismo, destruidor. Ela também se reinventa e se renova sem um propósito aparente, demonstrando um comportamento paradoxal digno de um verdadeiro acaso.

O próprio homem é o seu produto (da natureza) mais paradoxal. Ele foi dotado de inteligência para saber avaliar as consequências de seus atos, mas foi impregnado com tantos instintos, impulsos e fraquezas que o fazem agir erraticamente em completo desentendimento com a sua inteligência. O tribalismo, a que o autor do texto acima se refere, é apenas uma dessas características.

Um mundo deixado aos cuidados de um ser tão errático não pode ter um futuro auspicioso. A natureza precisa dar uma ajuda e facilitar a nossa tarefa. Mas ela não está nem aí e vai se moldando como lhe dá na telha, como se quisesse nos testar em cada um dos seus movimentos: terremotos, secas, chuvas torrenciais, furacões, vulcões, tempestades solares, novos vírus e bactérias, novas espécies de plantas e animais e tantos outros eventos destruidores ou renovadores. Talvez num desses seus movimentos renovadores ela produza uma espécie mais ajuizada do que a nossa, que seja capaz de colocar as coisas nos eixos. Enquanto isso, resta continuar lutando essa luta desigual para evitar a destruição do nosso lar.

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Um comentário sobre “A propósito do documentário Unity

  1. Dias, a sua colocação ou da “Unity” é preocupante! A natureza não gosta de estabilidade! Mas temos uma luz no final…diminuir a lotação, consumir menos e cuidar o meio-ambiente…talvez seja a nossa salvação!
    Viva os índios!
    Abraços
    Aristides

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