Uma longa viagem

Assisti recentemente o filme “Uma longa viagem” (The railway man), baseado na história real de um militar inglês, Eric Lomax, que foi preso e torturado por soldados japoneses durante a Segunda Grande Guerra. No filme, o intérprete de Eric Lomax declama um poema de autoria do próprio Lomax, que eu reproduzo abaixo. Faço isto porque acho que o poema, por uma razão que não sei explicar exatamente, deveria fazer parte deste blog.

The clock of man (by Eric Lomax)

In the beginning of time

The clock struck one

Then dropped the dew

And the clock struck two

From the dew grew a tree

And the clock struck three

The tree made a door

And the clock struck four

Then man came alive

And the clock struck five

Count not

Waste not

The hours on the clock

Behold I stand

At the door and knock

Tradução livre:

O relógio do homem (por Eric Lomax)

No começo dos tempos

O relógio bateu uma

Então o orvalho caiu

E o relógio bateu duas

Do orvalho cresceu uma árvore

E o relógio bateu três

A árvore fez uma porta

E o relógio bateu quatro

Então o homem veio à vida

E o relógio bateu cinco

Não conte

Não desperdice

As horas do relógio

Eis que estou

À porta a bater

Pensando bem, acho que reproduzi o poema por que ele retrata poeticamente: a marcação indelével do tempo, a evolução do universo, o surgimento do homem, a natureza humana numa espera incansável por um encontro, a inevitabilidade do encontro.

Ou simplesmente pela beleza dos versos.

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