Trocando em miúdos

Depois de muito escrever neste blog, achei que seria útil fazer uma pausa para resumir o monte de asneiras que foi escrito em um pequeno número de itens que pudesse deixar mais compreensível o conteúdo do blog. Não se esqueçam que o propósito original do blog reza que eu não procuraria dar respostas às perguntas aqui levantadas e que, na sua discussão, eu poderia utilizar a ficção, a irreverência e o humor como ferramentas de trato das questões. Com isto quero simplesmente dizer que as asneiras estavam e ainda estão completamente liberadas aqui. (“Mas isso deveria ter um limite!”, sei que algum leitor deve estar pensando neste momento.)

Dito isto, sumarizo a seguir as discussões apresentadas nos posts, agrupadas em tópicos que procuram organizar os assuntos abordados:

  1. Em um blog sobre “criadores e criaturas” o tema principal não poderia ser outro senão a vida. Aqui, ela foi criada e recriada, reencarnada, evoluída até um futuro a perder de vista e regredida à época dos Neandertais, num vai-e-vem interminável. Sua origem na Terra, no entanto, continuou obscura, assim como o é, ainda, para os cientistas e filósofos. Até sobre vida após a morte se falou aqui, sem se chegar a qualquer conclusão, é claro, além do pensamento surreal segundo o qual “se existe vida após a morte, só saberão aqueles que sobreviverem”. Sobre a “imortalidade” pouco foi dito neste blog e o assunto acabou “morrendo” cedo. (Opa! Acabei de usar uma metáfora, recurso de linguagem sobre o que muito se falou aqui como ferramenta útil para entender as teorias científicas.)
  2. A mente, representada alternativamente por duas de suas propriedades – a consciência e o livre-arbítrio – foi aqui esmiuçada, fatiada, clonada, reproduzida artificialmente, comparada com a dos outros animais e inserida em seres inanimados. Nada disso, entretanto, resultou em um melhor entendimento da sua funcionalidade, deixando este blogueiro na invejável situação de poder ser equiparado aos maiores neurocientistas do mundo, pois eles também não conseguem explicar exatamente o que acontece em nossas cabeças. Ah, não faltou nem a insinuação de que o mistério possa estar na existência de uma alma em cada indivíduo.
  3. A questão da existência de Deus foi amplamente mal discutida e a divindade algumas vezes vilipendiada em uma série de textos – alguns irreverentes e outros sérios – pelos quais peço desculpas àqueles que se sentiram ofendidos em sua fé. Se eu pudesse dar um palpite final a esse respeito, esse palpite seria o de que este assunto não tem como ser discutido, e pronto! (Não considerem isto uma promessa de que eu não vou mais discuti-lo no futuro.)
  4. Sobre a natureza do tempo (o fluir do tempo), as sugestões dadas vão desde a sua completa inexistência, até a proposição de ser ele uma propriedade da matéria, gerada por uma partícula – à semelhança do que ocorre com a massa e a força, que são geradas por partículas especiais -, passando pela alternativa de que ele existe em três dimensões (passado, presente e futuro) mas só conseguimos detectar uma delas, o presente. No primeiro caso, não teria nenhum sentido falar em viagem no tempo, enquanto que no último, viajar no tempo equivaleria a detectar uma outra dimensão temporal (passado ou futuro), ou seja, tarefa tão difícil quanto poder enxergar uma quarta dimensão espacial.
  5. Os ETs foram aqui tratados como mocinhos, bandidos, políticos, internautas mal-intencionados, fabricantes de pesadelos e de outras maneiras mais. No entanto, não se apresentou prova alguma de que eles existem e nem sequer opinião a seu favor ou contra. Todavia, vale a pena citar algo que não foi dito em nenhum dos textos anteriores: segundo o entomologista e biólogo Edward O. Wilson, em “The meaning of human existence”, a visita de um ET a um outro planeta onde existe vida seria a sua condenação (do ET) à morte causada pela contaminação por micro-organismos. Portanto, se um ET, que provavelmente sabe disso, vier à Terra ele terá que exterminar a vida por aqui antes de desembarcar. É por isso que muitos dizem que os ETs só são viáveis na forma de robôs e não de seres vivos.
  6. As leis da natureza também foram objeto de discussão aqui. Talvez a mais citada delas tenha sido a da evolução das espécies, revelada por Charles Darwin. Poucas outras teorias que procuram descrever as leis naturais têm tanta aceitação como a de Darwin, o que remete a várias questões: Seremos capazes um dia de descobrir todas as leis da natureza? Teríamos ferramentas capazes de descrevê-las, como parece ser o caso da matemática em relação a algumas leis físicas? Será mesmo o universo regido por leis imutáveis? Existem outros universos ou multiversos, com outras leis?

Enfim, muita discussão e poucas conclusões. Mas acho que todos concordarão que o prazer está, simplesmente, em falar sobre esses temas, tão envoltos em mistérios que desafiam a nossa imaginação.

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3 comentários sobre “Trocando em miúdos

  1. Caro Oscar

    Saiu na folha de (02/02)hoje um artigo importantíssimo que certamente será do conhecimento e interesse do seu blog, sobre a origem da vida sem influências externas. Não localizei posteriormente a notícia mas também foi noticiado no blog Mensageiro Sideral: nasce a evolução biológica. Certamente que você terá todas as condições de nos brindar com artigos interessantes relativos a esse tema.

    Abraço,

    Jose

    • José, Que bom ter você de volta. Pena que na última passagem do ano não pudemos nos encontrar. Li o texto, no Mensageiro Sideral, que você indicou. Parece que foi um progresso, ainda que pequeno, para explicar a origem da vida. Acho que logo isso vai ser desvendado (antes, provavelmente, de se entender como funciona a consciência). Gosto deste assunto. Obrigado pela contribuição. Um ótimo ano para você e toda a família. Abs. Oscar

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