A dança das marionetes

O colunista da Folha de São Paulo, Marcelo Gleiser, fala em um dos seus recentes artigos, de título Superinteligência, sobre a possibilidade de estarmos vivendo numa simulação feita por outros seres inteligentes. Este é um assunto bastante explorado em filmes de ficção científica, como Matrix e 13º andar, entre outros, e tem um apelo muito grande sobre aqueles que gostam de situações que envolvem a manipulação das mentes das pessoas.

Quando se solta a imaginação, são inúmeras as situações em que a nossa mente pode ser enganada – ou até construída – por um ser superior com capacitação tecnológica suficiente para essa tarefa escabrosa. Pode-se falar em uma sociedade inteira composta de seres virtuais (dentro de um computador), como no filme 13º andar, ou de seres verdadeiros ligados a máquinas que os alimentam com estímulos e que os fazem pensar que estão em outro mundo, como em Matrix. O exemplo mais radical, no entanto, é o de uma sociedade que está inteiramente na mente de uma única pessoa, ideia conhecida como solipsismo e já tratada aqui em um dos meus primeiros artigos “Gênese”.

É curioso notar que na maioria das histórias – senão em todas – sobre seres simulados ou mentalmente manipulados, os criadores ou manipuladores interagem com as suas vítimas (isso acontece nos filmes citados e, muito especialmente, no caso do solipsismo). Acho que isso é uma decorrência da nossa vaidade que exige sempre o reconhecimento do nosso trabalho. Que graça teria em simular um outro mundo se não pudéssemos participar dele no momento que quiséssemos? Certamente, se conseguimos simular um outro mundo, não haverá um meio mais eficaz de nos vangloriarmos diante de nossas criaturas senão participando do mundo delas. Pois é isso que acontece na maioria das histórias sobre mundos simulados. Todavia, é nessa hora que o criador comete o seu maior erro, pois fazendo isso ele se expõe às suas criaturas e pode ser desmascarado.

Com essa conversa toda eu quero dizer que se estamos de fato num mundo simulado podemos procurar provas disso buscando pistas que indiquem que os nossos criadores estão entre nós. No frigir dos ovos é sempre a mesma história: as criaturas procurando pelo seu criador. Se somos seres reais, a busca é por um Deus que nos tenha criado; se somos seres virtuais, a busca é por um ser real, possivelmente especialista em realidade virtual, infiltrado entre nós. Em qualquer caso, as pistas serão encontradas mais cedo ou mais tarde e essa busca será sempre uma boa motivação para a nossa existência.

A propósito, aquele meu amigo meio esquisito, que sabe tudo sobre computador, será que ele … deixa para lá! Chega de teoria da conspiração!

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