Os suíços inventaram o tempo

Outra vez este assunto?!

Tanto se falou sobre o tempo e seus mistérios que a explicação mais óbvia acabou escondida debaixo de pilhas de teorias e interpretações sofisticadas que nunca convenceram ninguém. Os suíços inventaram o tempo! Vou explicar como.

Questões filosóficas sobre a natureza do tempo já eram debatidas pelos filósofos clássicos e continuam a ser objeto de discussão pelos filósofos e cientistas modernos. Ainda intrigam a todos questões como:

  • Qual é a natureza do tempo?
  • Por que o tempo flui sempre na mesma direção?
  • É possível viajar no tempo?
  • O tempo teve início? Terá fim?
  • Se teve início ou terá fim, como teria sido antes do seu início ou como será após o seu fim?

Depois de Einstein, a ciência passou a incorporar o tempo como uma quarta dimensão do nosso universo e criou o termo espaço-tempo para designar a arena onde ocorrem todos os eventos mundanos. Espaço, agora, está estreitamente ligado a tempo e devem ser considerados sempre em conjunto. A segunda lei da termodinâmica – aquela que diz que a entropia de um sistema fechado sempre cresce – ajuda a explicar por que o tempo flui sempre na mesma direção. São teorias que procuram desvendar os mistérios por trás dessa entidade chamada tempo, mas deixam muitas pontas soltas e a sensação de que não tocam no ponto principal da questão.

Pois bem, um físico inglês de nome Julian Barbour tem uma opinião radical a respeito deste assunto. O livro do astrofísico Adam Frank, intitulado “About time: Cosmology and culture at the twilight of the Big Bang” (Sobre o tempo: Cosmologia e cultura no crepúsculo do Big Bang) traz um resumo da ideia de Barbour segundo a qual “não existe isso que é chamado de tempo”. Barbour explica: o que existe são mudanças ou transformações que levam à ilusão de tempo; tudo se resume em uma infindável série de “agoras” (nows) interligadas como páginas de um livro. Se vistas em sequência, elas contam uma história, mas não carregam a noção de tempo pois existem simultaneamente. Ele faz outra analogia com uma sequência de números: 1, 2, 3, … etc. O número 3 não está no passado do número 5 e nem este é o futuro do número 2, mas existe uma ligação óbvia entre eles. Mais detalhes podem ser obtidos neste endereço onde consta um breve resumo dessa curiosa ideia.

É uma ideia radical que, se for comprovada algum dia, joga todas as questões acima na lata de lixo. Os suíços, que já tiraram bastante proveito dessa grande ilusão, com seus relógios precisos, torcem para que a ideia não vingue.

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3 comentários sobre “Os suíços inventaram o tempo

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