Criador e criatura

Do frágil cometa ao quasar possante,

Ele não se esqueceu de nada,

Criou a bactéria e o homem pensante.

Colocou tudo em movimento,

Mas, contrariando os criacionistas,

Não ao mesmo tempo.

Deixou que a tal evolução,

Esse processo incansável,

Fizesse toda a arrumação.

Garantiu a casualidade, de entrada,

Pois não queria ser acusado

De criar um jogo de cartas marcadas.

Para decidir entre o certo e o errado

Dotou-nos do livre arbítrio

E deu o plano por encerrado.

Não sem deixar que o homem escolhesse,

Como uma última alternativa real,

Praticar o mal, se assim o quisesse.

Agora, era só funcionar a engrenagem,

Para que tudo seguisse o planejado,

E isso lhe rendesse a devida homenagem.

E assim se deu e o tempo passou.

Então, o inesperado aconteceu:

A criatura quis ser o criador.

Sem pensar que o mundo não era seu,

Destruiu e reconstruiu, a seu modo.

Queria a todo custo ser Deus.

O que dera errado com a obra?

Não pensara nisso o Criador?

Puro engano. Ele tinha razão de sobra.

Com obra de igual envergadura

Outros deuses o antecederam.

E a continuidade ficou sempre com a criatura.

Agora e sempre será assim:

Como de início entabulado,

Tudo encaixado num ciclo sem fim.

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