Universo

(Este texto foi escrito como introdução à Parte 1 do livro a ser publicado, de título “Universo: achados e perdidos”.)

         Estima-se que o universo tenha 13,7 bilhões de anos e que sua parte visível tenha um raio de cerca de 46 bilhões de anos-luz. São grandezas que fogem à nossa compreensão porque não temos referências para avaliá-las. Mas os números não são importantes aqui; o que importa é a percepção que o indivíduo comum tem dessas grandezas. Muitos acreditam que o universo teve um momento de criação, não importa quando e por qual razão. Alguns acham que ele sempre existiu e vai continuar existindo. Muitos acham que o universo seja infinito em tamanho porque é difícil entender como o espaço possa ter um limite, além do qual não exista mais nada, nem mesmo o vazio do espaço. Imaginar que possam existir vários universos já é ir longe demais. Infinitos, então, nem se fale. Quando olhamos para o céu construímos a nossa imagem do universo. Se for durante o dia, ele conterá o Sol, às vezes a Lua e algumas nuvens, e a grande área azul que demarca o seu limite, além, é claro, do planeta em que vivemos. Se for durante a noite, parece que o universo aumenta de tamanho, como se aquela tela azul ficasse transparente mostrando ao longe as estrelas. É curioso notar que essas cenas sempre fizeram parte do nosso cotidiano mas raras vezes apreciamos a sua beleza.

         Que tal, então, esquecer o cotidiano e olhar para o universo com o olhar inquisidor de quem o esteja vendo pela primeira vez? É uma abstração difícil de ser conseguida mas não custa tentar. Conjectura-se que a realidade seja apenas uma ilusão criada por nossa mente, que cada um percebe a realidade à sua maneira. Se isso for verdade, não há limites para lidar com a nossa percepção do universo. Podemos, com algum esforço de imaginação, construí-lo a nosso modo. Ou utilizar a imaginação alheia para percebê-lo como outros o concebem.

         O primeiro texto, “A criação do universo”, convida-o a imaginar um universo totalmente seu. Outros textos trazem a ideia dos universos paralelos, como em “Universos paralelos”, “Universo paralelo revisitado” e “O dia seguinte no LHC”. O texto “Revivendo Gaia” envereda pelo conceito da consciência cósmica, como se o universo fosse um ser vivo. Já “Ah, se o tempo parasse!” e “Explicando a passagem do tempo” falam desse conceito intrigante que é o passar do tempo. A surpreendente capacidade que tem a matemática de explicar o universo é tratada em “Deus é um grande matemático”.

         Além desses, outros aspectos do universo são explorados nesta parte do livro. Em especial, em “Zodíaco, Platão e Hubble”, a ideia é especular sobre o que motiva os astrônomos em sua incansável busca por novos conhecimentos sobre o cosmo. A resposta está nessa nossa extraordinária curiosidade de olhar para o céu e tentar compreendê-lo.

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