Introdução a Universo: achados e perdidos

(O texto a seguir é uma primeira versão da Introdução que abrirá o livro Universo: achados e perdidos). Alterações poderão ocorrer na medida em que os textos forem editados e incorporados ao livro.)


Este livro foi escrito para expor fatos, dúvidas e fantasias. O foco é a ciência e sua relação com o ser humano e o universo, o que dá margem a histórias, questionamentos e especulações sobre a nossa existência e o mundo no qual vivemos. Os fatos têm origem nas notícias recentes na área científica e são relatados de uma forma que os coloca numa perspectiva mais ampla e acessível para o leitor leigo. As dúvidas são parte inseparável dos fatos e exprimem a incapacidade do autor – e, acredito, também dos leitores – de formar um quadro completo que exprima com clareza a realidade que nos cerca. As fantasias ficam por conta das histórias que têm um completo descolamento da realidade e que procuram, de alguma forma, explicar aquilo que os fatos não conseguem.

Não é um livro só de reflexão e nem só de ficção. Em muitas situações essas duas coisas se juntam de forma quase imperceptível. O objetivo é aguçar a curiosidade do leitor para induzi-lo à reflexão e ao mesmo tempo diverti-lo. Não há uma preocupação exagerada com o rigor científico das ideias apresentadas e muito menos com uma coerência de pensamentos do autor em relação aos assuntos, visto que a maioria deles é polêmica. Penso que os propósitos citados acima justificam essas limitações.


Os cientistas dizem que há três questões fundamentais que a ciência ainda não conseguiu responder: 1) Como surgiu o universo; 2) Como surgiu a vida; e 3) Como surgiu a consciência no homem. A essas questões dos cientistas junta-se uma outra, dos religiosos, que é a da espiritualidade ou da existência de Deus. O livro procura abordar os tópicos que tateiam essas questões sem, contudo, ter a ousadia de procurar respondê-las. Sabe-se que, às vezes, dá mais prazer ficar emaranhado em dúvidas e mistérios do que ficar de frente com a realidade. É exatamente este o propósito do livro: estimular no leitor o prazer de refletir sobre questões que, de outra forma, imerso nas agruras do dia-a-dia, ele não teria oportunidade de encarar. Dito isto, fica fácil entender porque o título do livro é “Universo: achados e perdidos”.


O livro é constituído de uma coletânea de textos que não estão agrupados na ordem cronológica em que foram escritos, mas numa ordem que preserva certa estrutura e afinidade dos assuntos tratados. O conjunto pode ser considerado uma história, contada de modo fragmentado e com partes dela deixadas para o leitor completar com as suas percepções, crenças e princípios. A ele caberá procurar as respostas para as principais perguntas que os textos levantam. Deus existe? O homem é intrinsecamente mau? Nós temos livre-arbítrio? Como espécie, estamos fadados a desaparecer? Estamos sós no universo ou há vida inteligente fora da Terra? Nosso universo é apenas um entre infinitos outros universos paralelos? Estas são algumas das perguntas que, de um modo ou de outro, os textos abordam, seja por meio de informações oriundas de estudiosos dos assuntos, seja pela opinião do próprio autor ou por meio de fantasias que exploram os temas sem qualquer compromisso com a realidade.


Quanto à estrutura propriamente dita do livro, a primeira parte trata das questões que se referem preponderantemente ao Universo, suas leis, o tempo e o espaço, e suas excentricidades, como consciência cósmica e universos paralelos ou multiversos. A segunda parte agrega os textos que tratam da Vida, seu surgimento e sua evolução. Nesta parte, a teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin, é mencionada um número incontável de vezes. A terceira parte traz os textos que se referem à trilogia Cérebro, Mente e Consciência, procurando levantar questões sobre como a consciência se manifesta no ser humano; sua relação com o cérebro e a mente; o livre-arbítrio; as estranhezas dos nossos sentimentos, sonhos e crenças. A quarta parte é dedicada à Natureza Humana e contém os textos que exploram as situações onde ela se manifesta bem como a forma como se manifesta – com as suas virtudes e defeitos – diante do semelhante, dos outros animais e da realidade que a cerca. O modo como o homem tem influenciado as mudanças no ambiente, concorrendo com a natureza, é tratado aqui e alguns dos assuntos abordados são: apocalipse, aquecimento global e superpopulação. A quinta parte é direcionada aos Robôs e Ets e trata da questão da inteligência de origem não humana, isto é, a inteligência artificial e a vida inteligente em outros planetas. Aqui os textos tratam de especular sobre a existência de vida fora da Terra e as consequências de uma eventual constatação de que ela existe. Quanto aos robôs, os textos enveredam pelo aspecto da ética e das diferenças entre a inteligência artificial e o cérebro humano. Finalmente, na última parte estão os textos que tratam da Divindade, ou espiritualidade de uma forma mais ampla, sem se desconectar do contexto do restante do livro. Nessa parte os textos tratam basicamente da relação entre ciência e religião. O Epílogo é um conto curto que fecha o livro, intitulado Catálogo Messier.


Em todas essas partes, fatos e ficção mesclam-se na tentativa de dar novos insights às questões abordadas. Como já foi dito, a maioria dos assuntos tem origem em notícias encontradas na mídia, livros ou filmes que primeiramente abordaram as questões. Quando este for o caso, haverá indicação da fonte da informação, no final do livro, para que o leitor possa obter detalhes adicionais sobre o assunto.

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