Sobre o Homo connectus

Quem leu a revista VEJA de 8 de fevereiro de 2012 deve ter gostado do texto do colunista Roberto Pompeu de Toledo, intitulado Homo Connectus. É daqueles que, após ler, a gente pensa: “gostaria de tê-lo escrito”. Ele fala sobre a influência do smartphone em nossa vida, descrevendo, com rara felicidade, a atuação desse aparelhinho num programa da TV Justiça, que transmitia o julgamento das competências do Conselho Nacional de Justiça. Ao final ele menciona que o aparelhinho divide a pessoa ao meio; metade está na reunião ou na festa, metade no smartphone.

O assunto lembrou-me de um livro que mencionei neste blog “Out of our heads”, do filósofo Alva Noë (leia aqui). Nele, o autor procura caracterizar a nossa consciência como algo que não está dentro de nossas cabeças, mas que tem a ver com tudo que está a nossa volta. Confesso que não havia entendido bem esse conceito, até que o colunista me fez perceber que uma metade de nós está num smartphone. Desculpem-me aqueles que não são viciados em smartphones.

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