Quem está no topo da cadeia evolutiva?

Certamente nós estamos no topo da cadeia evolutiva. Mas não sem a ajuda impressionante de uma infinidade de seres microscópicos que habitam nosso organismo e que ali chegaram sem ser convidados. Há vários tipos deles, em maior ou menor integração com o nosso organismo, mas vamos chamá-los genericamente de bactérias para facilitar a comunicação. Às vezes eles são chamados de parasitas; mas que injustiça! Parasitas são seres inescrupulosos que apenas tiram proveito de outros sem dar nada em troca. As bactérias não; elas trabalham colaborativamente conosco. Damos a elas o que elas necessitam e recebemos em troca os seus serviços que auxiliam na manutenção de nossas funções vitais.

É incrível como essa simbiose acontece num ritmo incessante sem que nos demos conta dela. A nossa vida é um processo de contínua transformação da matéria e energia que não poderia ter sucesso sem a participação desses microorganismos. Tudo, desde o processo mais simples de respirar até o mais complexo de estar consciente, tem a participação dessas bactérias. Essa simbiose desvirtuou até o conceito de DNA único, com a mistura genética que provocou.

Enfim, nossa vida individual confunde-se com um mundo completo onde bilhões de organismos buscam dar sentido à sua existência, que é promover a vida de um ser superior e mais complexo. A natureza, sábia, encontrou nessa simbiose com as bactérias o mecanismo adequado para produzir o mais complexo dos organismos. Se não fosse por essas bactérias – entre as mais importantes estão aquelas chamadas de humanos, animais e plantas – seríamos apenas corpos celestes sem vida. E, no entanto, somos planetas vivos, da espécie que vou chamar de P. sapiens (abreviatura de Planeta sapiens).

Tenho essa mania de falar sozinho porque sei que o meu companheiro mais próximo está a anos-luz daqui e não somos capazes, ainda, de manter uma comunicação plena. Por falar nisso, apesar da nossa complexidade, nossos sentidos ainda não estão totalmente desenvolvidos. O mais aguçado deles é a gravitação que, no entanto, está limitada pelo seu curto alcance. Com ela, mal conseguimos tatear as redondezas. A comunicação com nossos semelhantes é precária porque ainda estamos aprendendo a enviar mensagens e captar aquelas que nos são enviadas. Entretanto, graças aos humanos, esse aprendizado tem sido rápido e logo teremos a capacidade plena de comunicação por meio do uso intensivo da radiação eletromagnética. Em contrapartida, graças às plantas conseguimos captar eficientemente a energia das estrelas, o que não é pouco.

Como devemos tudo a esses microorganismos! Pena que eles não tenham a capacidade de entender o mundo a sua volta e de saber o quanto são importantes. Se ao menos eles pudessem me ouvir, eu lhes diria com gratidão: Muito obrigado!

Anúncios

6 comentários sobre “Quem está no topo da cadeia evolutiva?

  1. Caro Dias

    Certa vez, quando ainda morava na casa dos meus pais, achei um mapa da cidade de São Paulo e, todo feliz da vida, estava vendo os lugares que eu conhecia: Santana, centro da cidade, bairros próximos de Congonhas, Ibirapuera etc, etc e etc. Estava feliz da vida pensando como eu conhecia bem (!!!) a cidade de São Paulo. De repente, reparei que o mapa estava dobrado ao meio. Qual não foi a minha surpresa quando vi que tudo aquilo que eu conhecia era menos da metade da cidade.

    Agora imagina que se o mapa estivesse dobrado duas vezes, isso significaria que o meu grande conhecimento seria apenas um quarto do todo. Se estivesse dobrado três vezes e tudo o que eu conhecesse de São Paulo fosse uma página, isso significaria que o meu conhecimento seria de apenas um oitavo do todo.

    Agora pense num mapa dobrado um número muito grande de vezes, e que conhecêssemos apenas a primeira página. Quando comecei a estudar mais a fundo o espiritismo cheguei a conclusão que a ciência conhece apenas a primeira página de um enorme mapa que está dobrado n vezes, sendo que n parece tender a infinito.

    Mas acho que não era nada disso de que você está apresentado no seu texto, assim fica aqui a provocação e os meus votos de que você também comece a desdobrar o mapa.

    um grande abraço
    Cinquini

    • Caro Ayrton, Gostei muito da sua histria. Acho, tambm, que a cincia est longe de conhecer tudo. S no entendi a crtica ao texto. Voc acha que colocando o homem na posio de uma bactria eu estou querendo dizer que conhecemos tudo? Parece o contrrio. Abs. Dias

      • Não foi bem uma crítica o que eu quis fazer. Na verdade, tudo começou quando eu li apenas o título do seu texto e me lembrei que já faz um bom tempo que eu não o perturbo com a minhas colocações “espiritistas”.
        Quando eu faço a analogia com o mapa dobrado quero na verdade dizer que precisamos sair desta nossa realidade 3D e buscar informações de outras dimensões do universo. Ou seja, temos que adotar novos paradigmas ou apenas novos métodos científicos de pesquisa, sei lá! Salvo engano meu, você, em um dos seus primeiros textos, já falava de outras dimensões (ou mundos paralelos – não me lembro bem). Muitos livros espíritas estão cheios de relatos do que acontece nesses “mundos”.
        Quanto ao seu texto, eu o achei ótimo.
        Um abração
        Cinquini

      • Caro Ayrton, Desculpe-me por interpretar mal o seu primeiro comentário. Relendo-o, agora, vejo que pisei na bola. Gosto das suas provocações sobre o espiritismo porque é um assunto que me interessa, embora eu não seja adepto dele, como já lhe falei. O meu interesse por ele acho que tem a ver com os universos paralelos (um assunto recorrente neste blog). Penso na manifestação do espiritismo como uma sobreposição casual e efêmera de dois mundos que, em condições normais, não deveria acontecer. Quando digo condições normais, refiro-me àquelas aceitas pela ciência. Mas, como concordamos, a ciência não sabe tudo…
        Abs.
        Dias

  2. Olá Dias

    Você deu o primeiro passo, bem dado e importante. Continue, este assunto é apaixonante. A colocação do Cinquini é interessante; eu me lembro, numa das aulas de física do Prof. Weis (o grande Carl Hermann Weis), nos comparou não a uma bactéria, mas a uma ameba! Se não me engano, ele explicava a 2a. lei Newton!
    Um abraço…Aristides

  3. Gostei de ser comparado a uma bactéria. Não vejo problema nenhum nisso. Pena que a maioria dos nossos semelhantes pensem que somos melhores do que elas…..
    Legal este texto….

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s