ETs não são de carne e osso

         Seth Shostak é um astrônomo sênior do programa SETI (Search for Extra-terrestrial Intelligence), da NASA, e ele tem uma visão um pouco diferente da de seus colegas de trabalho. A história é contada em artigo recente da Astrobiology Magazine, por Shaun McCormack.

         Segundo Shostak, a vida biológica inteligente é muito efêmera, seja ela daqui da Terra, ou de qualquer outro planeta aonde ela venha a prosperar. Há muitas razões que podem levá-la à extinção em curto espaço de tempo (na escala cosmológica), as quais, entretanto, não serão discutidas aqui. Assim, se uma civilização quer deixar sucessores, ela tem que se valer de seres robóticos, dotados de inteligência artificial (IA), que possam superar as adversidades que os seres biológicos não conseguiriam. Para Shostak, garantir esses sucessores deve ser o objetivo principal da humanidade em todo o universo.

         Segundo ele, o nosso desenvolvimento tecnológico dá mostras de como isso é viável. Algumas estimativas indicam que a verdadeira IA será desenvolvida em poucas décadas e Shostak arrisca dizer que, dado o crescimento exponencial do poder do computador, já em 2040 os computadores populares terão o poder de processamento do cérebro humano. Ele acrescenta: “Se construirmos uma máquina com a capacidade intelectual de um humano, então dentro de cinco anos, seu sucessor será mais inteligente do que toda a humanidade junta”.

         Sua tese final é que é muito mais provável que o ET que procuramos seja uma máquina do que um ser biológico. Isto porque as máquinas sobreviveriam por muito mais tempo do que os seus predecessores biológicos. Esta conclusão, se aceita, teria implicações profundas no programa SETI.

         Ainda segundo ele, uma civilização formada por máquinas teria necessidades muito diferentes das de uma civilização biológica e poderia existir em ambientes muito diferentes. As máquinas necessitariam de dois recursos primários: energia, para operar, e materiais, para a sua manutenção e aperfeiçoamento. Por isso, o programa SETI deveria redirecionar a sua busca para regiões do cosmo ricas nesses dois tipos de recursos: as vizinhanças de estrelas quentes, estrelas de nêutrons e buracos negros. Os planetas azuis, como o nosso, que hoje constituem o alvo do programa SETI, há muito já teriam sido abandonados pelas máquinas devoradoras de rocha e calor.

         O irônico desta história é que dificilmente daremos de cara com essas máquinas alienígenas inteligentes. Se alguém o fizer, mais provavelmente serão os nossos sucessores metálicos.

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4 comentários sobre “ETs não são de carne e osso

    • Aristides – Acho a tese desse astrônomo incompleta. Ainda que nossos sucessores venham a ser máquinas, eles cuidarão de manter preservado o nosso DNA para cultivá-lo como semente de novas civilizações, em outros lugares do universo. Quem sabe? Um grande abraço do Dias.

  1. NÃO TEM QUASE NENHUM SITE QUE VÁ DIRETO AO PONTO. TODOS QUEREM PRENDER NOSSA ATENÇÃO. TUDO BEM,MAS E COMO FICA O MEU TRABALHO DE ESCOLA SOBRE ETS??
    COISA CHATA.
    =/

  2. afinal,alguem pode me responder? ets são ou não são dfe carne e osso??
    agradeço muito de voce me ajudar até dia 05/08/11?
    se leu isso tarde d+,q pena.

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