Nosso Lar

         Assisti recentemente ao filme Nosso Lar. Não gosto muito do cinema brasileiro e também não sou adepto do espiritismo, mas fui assistir a esse filme porque ele tem muito a ver com o tema deste blog. Não vou comentar sobre a qualidade do filme porque isto não é meu forte. Vou me restringir à história, que aborda o que acontece com as pessoas após a morte, um assunto que está muito em moda. Como filme, não achei a história empolgante, pois faltaram os elementos que aguçam a expectativa e causam surpresa no espectador. Ela se desenrola de forma quase que previsível, sem empolgar.

         Todavia, não é este o aspecto que quero salientar. Acho que a maioria daqueles que assistem a esse filme procura matar a curiosidade de saber como é a “vida” após a morte mas, também, – e, talvez, principalmente – encontrar um motivo para encarar a morte com mais otimismo (não sei que outra palavra usar aqui). A história do filme contribui para satisfazer a primeira busca mas não a segunda. A sensação que fica ao terminar o filme é de desconforto. Não me refiro ao que se passa no purgatório, que todos já sabem que é um lugar a ser evitado. Mesmo nos níveis superiores, os espíritos não estão livres de sentimentos de culpa, da falta de seus entes queridos e até de certos desconfortos cotidianos. Entendo que isso tudo faz parte de um aprendizado para as novas vidas, mas e a vida terrena? Não teria ela já sido um aprendizado?

         Muito provavelmente, os adeptos do espiritismo têm uma visão totalmente diferente dessa história e vêem nela o conforto que eu não vi. Enfim, a beleza das histórias está no fato de que quem as ouve pode entendê-las à sua própria maneira.

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2 comentários sobre “Nosso Lar

  1. Dias

    Há cerca de uns quatro anos, após um intervalo de mais de 40 anos, eu voltei a estudar o espiritismo. A minha família, na sua maioria é espírita, e eu, até por volta dos 17 anos, também era adepto. Devido a “acidentes de percurso” acabei ficando afastado por um longo período, até que novamente devido a “acidentes de percurso” voltei a estudar e +/- seguir os preceitos do espiritismo. Ainda muito pouco.

    Com relação ao filme, o que eu posso dizer é que ele mostra uma fração muito pequena do que é a vida do “lado de lá”. Existe uma coleção de livros do próprio André Luiz que apresenta muita coisa da vida após a morte.
    Com relação ao seu desconforto, eu também sinto a mesma sensação a cada livro ou aula que assisto. Mas, tive uma aula do professor Weiss (acho que é assim que escreve o nome dele) quando ele respondendo a alguém disse que no mundo nada é do tipo 0 ou 1. Entre dois extremos existe um continuo. No mundo espiritual é a mesma coisa. Não existem saltos e sim um processo linear. Por isso é que na vida espiritual, até que atingirmos um grau elevado de evolução, vamos sentir saudades, raiva, ódio, culpa, medo, frio, fome etc etc.

    Um grande abraço e mais uma vez parabéns pelo seu Blog
    Cinquini

    • Caro Ayrton – Que bom que você voltou ao blog! Obrigado pelos comentários. Eu sabia que você se interessaria por este tema, pois você já tinha dado algumas pistas antes. Fique à vontade para dar mais dicas sobre os outros livros do André Luiz, pois outros leitores do blog podem se interessar. Um grande abraço. Dias

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